Mercado Masculino

08.Jul.2018
 Ícones de beleza desde a Idade Antiga – nas civilizações grega, roma e egípcia –, os homens sempre cultivaram hábitos relacionados à vaidade e ao cuidado com a aparência. A evolução dos produtos para higiene e embelezamento da pele, pelos e cabelos se alinhou às mudanças da sociedade e do comportamento masculino ao longo da história – dos períodos de maior austeridade aos de proximidade com o universo feminino.
 
    O histórico dos produtos cosméticos utilizados pelos
homens tem como ponto de partida o ato de se barbear. Tudo começou quando o homem de Neandertal, por volta do ano 100.000 a.C., começou a prender os cabelos, pintar e tatuar o corpo e arrancar os pelos da face usando conchas como pinças – como sugerem pinturas encontradas em cavernas. As mais antigas lâminas para barbear datam de 30.000 a.C. Eram provavelmente lâminas de pederneira, pedra que poderia ser polida até formar uma extremidade afiada, que servia para raspar a pele.
   Outras lâminas de barbear, feitas de forma mais elaborada, surgiram por volta de 1.200 a.C., na Escandinávia. Escavações em sepulturas revelaram achados arqueológicos, como navalhas guardadas dentro de embalagens de couro. Lâminas de bronze traziam cenas mitológicas e empunhaduras esculpidas em formato de cabeça de cavalo.
 
   Durante as primeiras dinastias egípcias, aristocratas barbeavam seus rostos e raspavam suas cabeças, para uma aparência limpa e asseada. Corpos e rostos lisos e depilados indicavam riqueza e poder. No Egito Antigo, era comum o uso diário de cremes e óleos perfumados no corpo, para perfumar e proteger a pele. Para purificar o hálito, egípcios mastigavam bolinhas de folhas aromáticas.
   Na Grécia Antiga, cultivar a barba era sinal de força, coragem e sabedoria. Já os romanos tinham à sua disposição criados encarregados de barbeá-los. Eles também visitavam o “tonsor” (barbeiro). A lâmina de ferro usada pelo barbeiro perdia o fio rapidamente, o que favorecia a ocorrência de cortes. O tonsor cuidava do problema aplicando sobre a face do cliente uma máscara calmante e cicatrizante, composta por unguentos perfumados e teias de aranha saturadas em óleo e vinagre. Ainda na Roma Antiga, cremes hidratantes eram formulados com leite de mamíferos e óleos vegetais, como os de gergelim, oliva, palma e amêndoas. Os perfumes traziam notas de musk, tomilho, mirra e resina de olíbanum – o nome tem origem na expressão “óleo do Líbano”.
 
   Para tingir os cabelos, os romanos usavam henna, sangue de vaca ou pequenos girinos esmagados em óleo vegetal morno. Era comum a perda dos fios, em razão do uso de preparados extremamente cáusticos – o que contribuiu para que as perucas virassem moda.
   Perfumes e cosméticos deixaram de ser usados durante a Idade Média e voltaram a fazer parte da rotina masculina – de maneira mais significativa – muito tempo depois, após a Primeira Guerra Mundial (1914 a 1918).

Por Erica Franquilino
link da matéria completa:
http://www.cosmeticsonline.com.br/2011/materia/33

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